"Ao encontro dos meus livres pensamentos" com o autor português José Carlos Rodrigues

O escritor José Carlos Rodrigues nasceu em Vila do Conde, a 25 de julho de 1986. Tem uma escrita intimista, vibrante e um tanto hermética. É necessário ir decifrando códigos, enigmas, paradoxos, para nos conseguirmos aproximar da essência do texto e do que pretende transmitir com ele.

Como qualquer escritor, busca inspiração no que o rodeia, no que observa, no entanto a filtragem operada pelas suas próprias experiências e vivências faz a diferença no universo literário de jovens autores contemporâneos. Iniciou o seu percurso literário, quase por acaso, num momento marcante da sua vida. Foi escrevendo textos soltos, reflexões, pensamentos, vivências, suas e de outros que lhe faziam fluir a imaginação. Foi experimentando outras vertentes, outros caminhos, procurando a essência das palavras e, na busca incessante da plenitude de escritor, deu voz também à poesia e embarcou na intrigante aventura do romance.

 

“Imagine olhar um pedaço de barro em bruto e o escritor ou poeta ser o próprio escultor. Eu sinto-me na pele desse escultor, olhando o pedaço de barro em bruto, onde construo a linda perfeição.”

 

Boa Leitura!

 

 

Escritor José Carlos Rodrigues é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor, conte-nos o que mais o encanta na arte literária?

José Carlos - Em primeiro lugar quero agradecer a oportunidade que me deram em ser entrevistado. É uma honra estar inserido nesta entidade literária. Bom, essa além de ser uma excelente pergunta é também um enorme desafio perante os objetivos que o escritor deseja alcançar. O que mais me encanta neste meio é que ainda sentimos a liberdade de sonhar, dar vida às palavras, às personagens, basicamente criar a história da nossa vida na pele de outros seres. Costumo dizer que não tenho pressa de atingir o auge, mas sim, um dos grandes encantos é conquistar o respeito do leitor. Acima de tudo fico feliz quando sei que as pessoas se identificam com a minha escrita.

 

O que o motivou a ter gosto pela escrita?

José Carlos - Talvez possa parecer estranho o que lhe vou dizer a seguir, mas foi a única razão pelo qual comecei a escrever. Normalmente, sabemos que um escritor tem vindo a adquirir o gosto pela escrita desde muito jovem, ou até criança, onde começa por escrever histórias infantis, pequenos contos e por aí fora, mas eu não. O meu começo foi bastante diferente. Não tinha qualquer ligação com a literatura, não sentia o desejo de escrever, até que se passaram os anos e descobri que algo estava guardado dentro de mim. Costumo dizer que a dor cria o escritor, e foi aí que infelizmente perante o desaparecimento do meu pai, descobri que possuía o dom da escrita. O sofrimento, a angústia e a saudade levaram-me a desabafar as minhas intimidades com longas folhas de papel e foi aí que descobri o dom da escrita, começando com as prosas poéticas. O facto de grande parte da minha escrita se basear em tudo o que me rodeia e também histórias de algumas pessoas, levou-me sem dúvida a encarar o mundo literário como quem conquista um sonho.

 

Em que momento pensou em publicar o seu livro “Ao encontro dos meus livres pensamentos”?

José Carlos - Ao fim de escrever tantas folhas de rascunho, pensei seriamente no sonho de lançar um livro baseado naqueles sentimentos. Todo este livro é dedicado ao meu pai, embora a escrita seja abordada em três tópicos, amor, crítica e sabedoria humana. Foi no momento em que a minha querida esposa, sem que eu me apercebesse falou da minha história aos responsáveis da Chiado editora. Um dia recebi uma mensagem por parte deles, dizendo que estavam interessados em fazer uma edição da minha obra. Logo a partir daí a minha obra saiu para o mercado.

 

Quais os principais desafios para a construção dos textos que compõe a obra?

José Carlos - A própria essência da escrita já é um desafio. Saber lidar com as palavras é por vezes um ato contraditório perante a minha imaginação. Costumo dizer que a imaginação é uma transcendência de loucuras e o poeta é o caminho errante que desconhece os seus próprios limites. Portanto, os meus principais desafios submetem-se ao meu estado emocional. Ser abordado pelo amor e outras temáticas são provas que ajudam com que a imaginação possa fluir mais rapidamente.

 

Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através dos textos apresentados?

José Carlos - Que ainda é possível sonhar. Que ainda é possível realizar nossos sonhos. Que vale a pena amar quando somos correspondidos. Que vale a pena ajudar mesmo sem sermos ajudados. Dos pequenos potenciais se criam os grandes autores. Nunca desistam dos vossos sonhos por mais que o caminho seja difícil.

 

Que temas são abordados em “Ao encontro dos meus livres pensamentos”?

José Carlos - São temas de reflexão baseados no amor, critica e sabedoria humana.

 

O que mais o encanta nas prosas poéticas?

José Carlos - Imagine olhar um pedaço de barro em bruto e o escritor ou poeta ser o próprio escultor. Eu sinto-me na pele desse escultor, olhando o pedaço de barro em bruto, onde construo a linda perfeição. O mesmo transcrevo no papel, essa mesma perfeição, brincando com as palavras e criando um sentimento arrebatador, baseado em tudo o que imagino. A sensação é de tal ordem fascinante que chego a pensar que não há nada neste mundo que me faça mais feliz, no sentido que diz respeito aos nossos projetos.

 

Onde podemos comprar o seu livro?

José Carlos - A minha obra está à venda on-line nas seguintes entidades:

Chiado editora, Bertrand e wook

Também nos balcões destes mesmos estão disponíveis para encomenda.

Link de venda on-line: https://www.chiadoeditora.com/autores/jose-carlos-rodrigues 

         https://www.wook.pt/livro/livres-pensamentos-jose-carlos-rodrigues/16053003

http://www.bertrand.pt/autores/autor?id=3301751

  

Você é conhecido pelos seus textos reflexivos, podes presentear nossos leitores com um dos seus pensamentos?

José Carlos - Mantos de liberdade

Eles escrevem consoante a sua pronúncia como se observassem tudo o que os rodeia. Ver não é enxergar e ouvir não é escutar. Tudo nesta vida não passa de razões. Razões pelo respeito daqueles que querem passar pela experiência de não ter nada, razões pelo respeito daqueles que querem usufruir dos seus dons, mostrando à sociedade, de uma forma transparente, os seus valores, as suas reflexões e as suas capacidades de lidar com a ostentação, sem ferir todos os outros que lutam para alcançar objetivos.

O respeito cabe em todas as classes sociais, mas nem todos usufruem da mesma sensibilidade. Talvez vergonha, talvez vulgaridade, talvez falta de caráter e estas são apenas três expressões que não residem no meu mundo e definem-se por um aspeto, poeira na humanidade.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Carlos Rodrigues. Agradecemos a sua participação na revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

José Carlos - A relação entre mim e as minhas obras chama-se humildade. Esta é a palavra que obrigatoriamente deve ser salientada no meu percurso literário. O mesmo aconselho aos leitores. A fama é um conjunto de excentricidades vulgarizadas pela falta de caráter. Uso esta frase como crítica aqueles que atingiram a fama e de repente se esqueceram das origens que os viram nascer. A todos digo e peço, que quer por onde andem, sejam sempre humildes, porque a humildade é todo um caminho para atingir o respeito de quem nos segue e volto a salientar para que nunca desistam dos vossos sonhos, por mais difícil que seja o vosso caminho.  

 

 

 por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

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