'Olhos de Lince' - renovando a cultura por meio da leitura

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Edna Santos Almeida nasceu em 20/06/1968 em Inhambupe-Ba. Graduada em Letras com Inglês pela UNEB-Universidade do Estado da Bahia. Pós-Graduada em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira. Professora, poeta e escritora. Publicou “Caminhando entre as flores” em 2016 que recebeu homenagem de 3 escolas estaduais. Há um livro de poemas a caminho de editoração intitulado ’Á flor D’pele.

Participou das Tardes Amadianas na UNEB, é membro da casa do poeta e da Câmara de Literatura de Alagoinhas. È instapoeta e membro do Mulherio das Letras. Selecionada no concurso Dolores Duram, com o poema “Loucos soltos”. Participou de saraus: Boi Encantado, dos ventos e Sarau no Centro de Referência de Apóio à mulher. ( CRAM).Seu mais novo livro “Olhos de Lince” registra 23 países visitados.

“Que as palavras possam nos acessar e  trazer maiores percepção pra nossa vida, ainda estando presas ao papel. Que sirva cada leitura como conhecimento de si, descoberta de novas formas de pensar sobre algo, nunca como algo finito por estar registrado, mas que possa aguçar a cada leitura.”

Boa leitura!

 

Escritora Edna Santos Almeida, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor – especial Mulherio das Letras. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever?

Edna Almeida - Eu colecionava diários, capa de veludo, jeans, couro, plastificada com desenhos, a excitação de ter um cadeado e ter sigilos e ter que esconder dos irmãos que os roubavam. E o primeiro amor platônico na escola e a escrita de versos na efervescência da adolescência. Lembro que na oitava série, escrevi 15 redações para os colegas sobre “meus quinze anos”. Escrever é latente, me arrebata, de forma que já queimei  panelas, passei do ponto de ônibus, já escrevi andando na rua e já parei só pra escrever, quando já podia ir embora. Despertava a amante da palavra no domingo, sem lembrar das horas, até que alguém gritava: Oh mãe, cadê o café?

 

Em que momento se sentiu preparada para publicar o seu primeiro livro solo?

Edna Almeida - Em 2016 saia o primeiro rebento, após ter escrito 250 poemas e ter que adequá-los ao livro desejado. Você sente quando é hora de publicar, não há  medos sobre o que escreveu, sobre agradar, há você. Como o primeiro beijo, é agora! Selecionar filhos é coisa difícil ás mães, mas leio hoje e não mudaria nada. A capa é um feitiço! Tinha 48 anos, era hora de guardar compartilhando. Pessoas telefonavam-me expressando a emoção que sentiam ao degustá-lo. Isso é totalmente humano e encorajador...

 

Apresente-nos “Caminhando entre as flores”

Edna Almeida - Uma coletânea poética que traduz experiências, sentimentos, desejos de uma mulher divorciada, mãe, trabalhadora, como tantas outras na nossa contemporaneidade. As flores, são as pessoas que marcam nossas vidas. Há um  olhar singular a cerca da arte, onde o labor é prazeroso. E os poemas exploram inúmeras temáticas (o celular, a Aids, o existencialismo, os amores, o inconsciente, a busca da felicidade interior, de ser quem é, o que ama...) numa linguagem simples, acessível e cheia de emoção que encanta sem perder o bonde da história. Um espelho romântico e realístico de 100 poemas que inquieta as almas que apreciam a beleza da palavra.

 

Após “Caminhando entre as flores” surge “Olhos de Lince” como foi a escolha do título para está obra.

Edna Almeida - Olhos de lince era a forma como um homem, se apresentava num site de relacionamentos. Pesquisei o  termo “lince” e vi que era um olhar especial, profundo e pensei: perfeito! Olhar de quem vê na distância! E a distância era a matéria, a ousadia de ir a um lugar longe de casa, ver algo novo.

 

Apresente-nos “Olhos de Lince”

Edna Almeida - É um livro álbum recheado de imagens, lembranças e homenagem ás pessoas encontradas no caminho, um registro de blog, um trabalho de pesquisa de aproximadamente quarenta sites de blogueiros de viagem, de informativos e dicas de viagens, ele estimula e desafia você a sair do sofá, a ser corajoso mesmo com medo e expõe roteiros de viagens, poemas  sobre vôos, lugares, sensações, sinestesias, epifânias de viagens. Há uma prosa poética em seu seio como o desejo de voltar pra casa, como alguém que foi tomar um ar. A capa lembra um álbum de fotos mesmo... a gente ganha alma nova e o livro é esse ir e vir, num voltar entusiasmado pra quem amamos.

 

O que mais a encanta nesta obra literária?

Edna Almeida - A trajetória. A poesia contida nos céus de aprendizagem dos lugares, pessoas, a natureza. O conhecimento das culturas, da arte. Há um aglutinado de emoções e experiências numa linguagem agradável, simples e com senso de humor.

 

Para quando está previsto o lançamento?

Edna Almeida - Em meados de novembro.

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Edna Almeida - Pelo meu email, de-edna @hotmail.com, pelo whatsapp 75 99979-4856

Ainda não pensei na livraria que posso deixá-lo.

Capa Olhos de Lince redimencionada

 

Quais os seus próximos projetos literários?

Edna Almeida - Após o lançamento de à  Flor d” Pele(poesias) , terei um livro de crônicas. tenho escrito crônicas poéticas, lido e gostado delas. Já tem uma bela quantidade de risadas e imagens me esperando pra organizar. Gosto de lidar com os gêneros, isso deve ser originário do trabalho com em sala de aula. Embora saiba que meu cantinho mais gostoso, é sem dúvida a poética, os poemas, estes estão no sangue.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Edna Santos Almeida. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor – especial Mulherio das Letras. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Edna Almeida - Que ao pegar um livro, especulem e percebam de que forma a mensagem os presenteia, porque assim como as pessoas, os livros ali quietos, só precisam serem abertos e com certeza não chegam ás nossas mãos por acaso. Que a poesia seja pão, fermento fresco, sem fazer mal. Que as palavras possam nos acessar e  trazer maiores percepção pra nossa vida, ainda estando presas ao papel. Que sirva cada leitura como conhecimento de si, descoberta de novas formas de pensar sobre algo, nunca como algo finito por estar registrado, mas que possa aguçar a cada leitura.

 

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