Continente Africano o mais rico continente do mundo

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Altair de Sousa Maia é economista pela Universidade de Brasília - UnB, com especialização em Comércio Internacional e Relações Internacionais.

Trabalhou no Ministério da Indústria e do Comércio, e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Por um longo período lecionou economia e economia Internacional na Universidade Católica de Brasília, e na União Educacional de Brasília - UNEB. Participou de inúmeras feiras e viagens internacionais, nas Américas, Europa e África.

Hoje dedica-se a proferir palestras sobre o Comércio Internacional e sobre as questões africanas, no Brasil e no exterior.

“O resultado de tanto lixo é a extinção de rios e a morte da flora e fauna, provocando um desequilíbrio ambiental em todo o planeta, com consequências imprevisíveis para o ser humano.”

Boa leitura!

 

Escritor Altair Maia, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga   Escritor.  Conte-nos, o que o motivou a pesquisar e escrever sobre a cultura africana?

Altair Maia - Todos nós, queiramos ou não, temos um pé na África. Sempre me intrigou o fato de o continente africano ser, talvez, o mais rico continente do mundo e, no entanto, ter uma das populações mais pobres do planeta terra. Um dia fui convidado para realizar uma pesquisa na Costa Oeste da África. Quando pisei pela primeira vez o solo africano, senti que tinha algo a fazer ali. A partir desse momento comecei a aprofundar os estudos sobre as diversas sociedades africanas e suas relações com os demais países do mundo, principalmente com a Europa, Estados Unidos da América e os novos parceiros asiáticos.

 

Em que momento surgiu inspiração para elaboração de seu livro “Mundo mundo Vasto mundo”?

Altair Maia - Certo dia estávamos na fronteira da Mauritânia com o Senegal (onde começa o Deserto do Saara), quando fomos surpreendidos por uma tempestade de areia. O fenômeno, completamente novo para mim, era algo assustador. A ordem, nesse caso, é: cubra o rosto, feche os olhos e fique quieto. O rosto desprotegido, em uma tempestade de areia pode levar a cegueira. Naquele momento não senti medo: senti foi pavor ante aquela força descomunal da natureza. A partir daí comecei a ler sobre o Deserto do Saara e as tempestades de areia. Como uma coisa puxa outra, fui estudando sobre o clima, os animais, os desertos, os lixos e os lixões oceânicos, a extinção de rios etc.  Você sabia que o Deserto do Saara é maior que o Brasil? São 9 milhões de quilômetros quadrados de pura areia e pedra.

Apresente-nos a obra

Altair Maia - Os desertos e áreas degradadas são uma realidade em nosso tempo. O somatório dessas áreas atinge cerca de 20% das terras emersas do Planeta e, a cada ano, mais de cem mil quilômetros quadrados se somam a esse número que não para de crescer.

Por outro lado, a explosão demográfica no planeta (8 bilhões de habitantes), e o advento do plástico (material não degradável), propiciou a criação de montanhas de lixo em terra, e a formação de lixões oceânicos, com milhões de quilômetros quadrados de extensão.

O resultado de tanto lixo é a extinção de rios e a morte da flora e fauna, provocando um desequilíbrio ambiental em todo o planeta, com consequências imprevisíveis para o ser humano.

 

Como foi a escolha do título?

Altair Maia - Os desertos crescem continuamente. O Deserto do Saara cresce mais de 20 mil quilômetros quadrados por ano. Se nada for feito, em pouco tempo todo a África será um deserto. Mas algo está sendo feito. Uma muralha está sendo erguida ao Sul do Saara, para isolar o deserto e proteger o restante do continente. Essa muralha ira de uma ponta a outra do continente, iniciando pelo Senegal, no Oceano Atlântico, indo até o Djibuti, no Golfo de Áden, do outro lado do Continente. Não será uma muralha de pedras, mas sim uma muralha de arvores. Oito mil quilômetros de comprimento por quinze de largura. Uma obra descomunal. Em função disso o livro teria por título “Muralha”. Mas surgiu tanta coisa, em todo o mundo, que a pesquisa foi se tornando cada vez mais vasta. Vasta como o mundo. Ai me lembrei do Drummond: Mundo mundo, vasto mundo....

 

Quais os principais desafios para escrita de “Mundo mundo Vasto mundo”?

Altair Maia - O estrago que já fizemos em nosso planeta é algo que não conseguimos nem quantificar. Cada país, cada povo, cada região tem sua história pra contar. Uma história que é igual, amarga e triste. O lixo produzido pela humanidade vem crescendo de forma assustadora. Menos de 10% desse lixo é reciclado. O restante fica por ai, espalhado pela natureza, em terra, no ar, nos rios e nos oceanos. Todos os dias meus amigos, de todos os cantos e de todas as cores, me mandavam notícias sobre algum desastre ecológico em sua região.

O desafio maior foi colocar toda essa informação num livro pequeno, de rápida leitura, para despertar o consciente coletivo da humanidade.

O que mais chamou a sua atenção no período de construção desta obra literária?

Altair Maia - As descobertas. Todos os dias descobria um fato novo. Levei um susto quando descobri que as areias do Deserto do Saara cruzam o Oceano Atlântico e chegam até a Amazônia. Depois “bordejam” pela Cordilheira dos Andes e chegam até o Rio Grande do Sul. Outro susto foi a neve de cor de alaranjada, em Sochi, na Rússia. Mas o que chama mesmo a atenção é o fato de comprovarmos a transformação dos oceanos em “lata de lixo” do mundo.

Além de “Mundo mundo Vasto mundo”, você tem publicado outras obras literárias. Apresente-nos os títulos.

- África – Um negócio da China. Um livro que retrata a penetração da China no continente africano.

- O desafio do Atlântico Sul – Demonstrando as dificuldades de se fazer negócios com a África

- Tributo a Jonathan Makeba – Denunciando a corrupção na África, provocada por governos e grandes empresas multinacionais, promovendo a manutenção da pobreza africana.

- Griots – Sons e Cores de África –Diversos ensaios sobre hábitos e costumes dos povos africanos

- Baobá – Cenas e fatos de África – Um livro contando as peripécias por mais de 30 países na África.

- Mascaras e Caveiras – A busca por objetos sagrados na Nigéria. Uma história arrepiante.

- MGF – Denunciando a Mutilação Genital Feminina em todo o mundo muçulmano.

- Filhos da Lua. A caçada aos negros albinos em toda a África é algo repugnante.

Onde podemos comprar os seus livros?

Altair Maia - Os livros em formato eletrônico (e-book), podem ser adquiridos na livraria www.amazon.com

Livros impressos, diretamente comigo; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Quais temáticas são abordadas em suas palestras?

Altair Maia - África. Desenvolvimento. Comercio Exterior. Questões ambientais. Relações Brasil África etc.

Em todas as palestras há um toque sobre as questões do relacionamento entre as nações, de forma a torna-las “mais humanas, menos secas”. Os erros cometidos na África, nos últimos quatro ou cinco séculos são responsáveis pela migração em massa que está ocorrendo atualmente.  Nossos erros, de hoje, serão responsáveis pelos fatos de amanhã. Pelo menos nas relações entre as Nações, o homem poderia deixar de ser o lobo do homem.

 

Quem desejar como deve proceder para entrar em contato com o autor e palestrante Altair Maia?

Altair Maia - Pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone +5561-983408484

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Altair Maia. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Altair Maia - O continente africano é a próxima e última fronteira da humanidade. Após a África, restarão somente os gélidos desertos polares e a escuridão das profundezas oceânicas.

 

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Tito Mellão Laraya

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