Marco Antonio Ribeiro apresenta 'As lições que aprendemos com os Beatles'

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Marco Antonio Ribeiro é jornalista, radialista, palestrante, colunista da rádio CBN, coach e pesquisador musical. Já foi colaborador de jornais e revistas de circulação nacional, entrevistou personalidades como Cássia Eller, Lobão, Marcelo Nova, Renato Russo, dentre outros. Mantém o blog Tripa Virada, onde trata temas sobre comportamento, administração, música e artes em geral (poesia inclusa), e a rádio Web Garimpop Rock, em que disponibiliza para audição, parte de sua coleção pessoal.

Especialista em neurolinguística, juntou seu conhecimento na área da história da música ao estudos do comportamento humano para escrever o livro "As Lições que aprendemos com os Beatles", lançado em 2017 pela Editrora Drago.

“O livro fala de falta de ânimo, influência negativa, vitimismo, oportunidades, network, riscos, acreditar em si próprio, dentre outras questões, presentes na vida de qualquer pessoa.  Os Beatles passaram por isso e venceram. A ideia é fazer o leitor entender que ele também pode.”

 

Boa leitura!

 

Escritor Marco Antonio Ribeiro é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever “As lições que aprendemos com os Beatles”?

Marco Ribeiro - O prazer é meu. Obrigado pelo convite. A principal motivação foi criar uma obra que ajudasse as pessoas. Mas não quis utilizar as tradicionais abordagens dos livros denominados como auto ajuda. Minha meta era criar algo diferente, fora do usual. Daí juntei minha paixão pelos Beatles (e sua história), aliada à minha própria trajetória de vida e ao meu conhecimento e estudos sobre o comportamento humano.

 

Apresente-nos a obra

Marco Ribeiro - Os Beatles foram – e creio que nunca deixarão de ser – a mais aclamada banda de todos os tempos, tanto em termos de criação e inovação musical, quanto de influência na cultura pop. Mas não foi fácil chegar aonde chegaram. Todos os integrantes tiveram que se superar e lutar contra a sociedade conservadora, família e até com seus próprios demônios (medo, insegurança, etc), exatamente como acontece com cada um de nós. Temos nossos obstáculos e guerras internas, que nos impedem (ou atrasam) de alcançarmos nossos objetivos. Uns lutam e vencem. Outros desistem e têm de lidar com a frustração. O livro traça o paralelo da trajetória do grupo mais importante da música pop com o cidadão comum. Ao término, pode-se perceber que não somos tão diferentes das estrelas da música no que se refere às lutas e desafios que a vida nos impõe.

 

Quais os principais desafios para escrita desta obra literária?

Marco Ribeiro - Talvez o principal desafio tenha sido lidar com o meu perfeccionismo quase doentio.  O primeiro esboço do livro estava muito próximo da biografia comum, como tantas já existentes em relação ao grupo. E conforme eu corrigia e avançava, esbarrava no conceito da auto ajuda tradicional. Precisava achar um equilíbrio. Quando finalmente fiquei contente, quase um ano havia se passado.

 

O que mais chamou a sua atenção enquanto escrevia sobre as lições que aprendemos com os Beatles?

Marco Ribeiro - Foi perceber que não importa o que almejamos em nossas vidas, sempre teremos que enfrentar barreiras e dificuldades pelo caminho. Podemos sentar no chão e chorar ou podemos enfrentar, com coragem e determinação. Desistir e chorar é fácil, mas não nos fortalece nem nos conduz à vitória. O máximo que aprendemos é choramingar em tons diferentes. Já vencer uma dura batalha, é outra história. Apreciamos o sabor da conquista e nos tornamos mais fortes para os próximos embates. É como um fisiculturista que levanta halteres cada vez mais pesados.

 

Descreva de forma resumida o sumário da obra, para que os nossos leitores possam conhecer as principais temáticas apresentadas, nesta tão rica obra literária sobre os Beatles, e as lições que podemos ter por meio de sua histórica trajetória de arte, música e vida.

Marco Ribeiro - Bom, o livro inicia com uma breve explanação (quase cômica) de como a música começou a fazer parte da minha vida e como, especificamente, os Beatles foram importantes neste contexto. Conto alguns episódios curiosos que me levaram a ser a pessoa que me tornei (um apaixonado por música).

Os capítulos propriamente ditos são baseados em situações que os integrantes da banda passaram em algum momento de suas vidas, mostrando como cada um destes episódios foram importantes para crescerem como artistas e pessoas... e em cada capítulo, traço o paralelo com a trajetória de cada um dos leitores.

O livro fala de falta de ânimo, influência negativa, vitimismo, oportunidades, network, riscos, acreditar em si próprio, dentre outras questões, presentes na vida de qualquer pessoa.  Os Beatles passaram por isso e venceram. A ideia é fazer o leitor entender que ele também pode.

 

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio do seu livro “As lições que aprendemos com os Beatles”?

Marco Ribeiro - Basicamente, crescimento pessoal e, consequentemente, profissional. Sendo uma pessoa melhor, equilibrada, coerente, perspicaz, cultivando a humildade, a harmonia e a empatia, tudo se encaminha em direção ao sucesso. Outro ponto importante é o cultivo do senso de gratidão. Quando se percebe que todas as dificuldades ajudaram a alcançar um patamar de desenvolvimento pessoal, o sujeito vai pensar duas vezes antes de se lamentar quando alguma coisa não vai bem. Quiçá, até agradece (o que seria o ponto ideal). Pessoalmente, digo que ficaria muito feliz se o livro ajudasse ao menos uma pessoa a conquistar seus sonhos. Eu diria que o meu dever foi cumprido neste planeta.

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Marco Ribeiro - O livro pode ser adquirido no site da editora Drago (www.dragoeditorial.com) e também na Lojas Americanas (www.americanas.com.br) e Amazon (www.amazon.com.br)

 

Você tem um blog “Tripa Virada”  confesso não resistir em perguntar, como foi a escolha do nome para o Blog? Apresente-nos “Tripa Virada”

Marco Ribeiro - (risos) O nome do blog foi baseado em um comentário de um conhecido. Em uma rodada de amigos, eu falava à respeito de minhas ideias  - nada convencionais - sobre sociedade, família, arte, etc. Em dado momento, ela solta a pérola: olha, esse aí tem a tripa virada! Gravei aquilo e criei o blog. Pouco depois, soube que no século 19 existiu, em Lisboa, um seminário com esse nome, que primava pela ironia e sarcasmo, e que teve apenas três edições. Como um quase lusitano, meio que estou dando continuidade à saga de José Augustinho de Macedo, responsável pela publicação.

 

Além de blogueiro, você é um garimpeiro de raridades da música, colecionador de discos. Idealizador da rádio GarimPop Rock. Apresente-nos a rádio e sua programação. Como podemos acessá-la?

Marco Ribeiro - Possuo uma coleção de discos que beiram os dez mil títulos. Durante muito tempo, apresentei programas em rádios convencionais, mas quis fazer algo com mais alcance. A Garimpop Rock (que junta as palavras garimpo + pop) é uma espécie de vitrine da minha coleção. Incluo raridades, sucessos e muitas bandas independentes. Uma das coisas que mais ouço é que a rádio vicia. Uma vez que se escuta, não se consegue parar de ouvir. Por isso o slogan “para quem ama música”. Não há fronteiras de estilos. É perfeitamente possível estar ouvindo um rockão do DeepPurple e, em seguida, se surpreender com um standard do jazz, como Charlie Parker ou Duke Ellington. Esse é o charme da rádio, que pode ser acessada pelo endereço www.radiogarimpoprock.com ou pelo aplicativo IRádios. Um detalhe curioso é a quantidade de acessos no exterior, quando tanto quanto no Brasil. A rádio é bem acessada na França, Itália, Portugal, México, Japão e até na Rússia.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Marco Antonio Ribeiro. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, em sua opinião, o que cada leitor pode fazer para ajudar a vencermos os principais desafios encontrados no mercado literário brasileiro?

Marco Ribeiro - Não querendo entrar no clichê – e já entrando -  o Brasil é um país que não lê. É um fato incontestável. Com a crescente influência das mídias digitais e seus efeitos, é quase impensável ler um livro, com tantas opções de aplicativos, redes sociais, etc. Escritor no Brasil é uma espécie de sacerdote, assim como professor. Ainda assim, acredito que quem se dedica às letras, tem uma missão importante no futuro. No campo musical, vejo a gurizada se interessando por bandas veteranas, mídias como vinil e até fita cassete, o que tem movimentado um segmento que muitos consideraram extinto há tempos.

Já o mercado literário, vejo a coisa se renovando, com os e-books disponibilizados em Kindle outros dispositivos similares. O acesso às obras literárias está mais acessível, mas o incentivo à leitura ainda é tímido. Quando é lançado um filme baseado em algum livro, muita gente sai do cinema direto para a livraria. Isso é ótimo, pelo fato de ser um estopim para os que não cultivam o hábito (creio que a maioria percebe que o livro é sempre melhor que o filme). Mas precisamos pensar em outras formas. Talvez algo simples, como ler para um grupo de crianças. Não adianta reclamar que o povo não lê. Se não fazemos nada, somos parte do problema. Precisamos ser parte da solução. E, por incrível que possa parecer, tenho muita esperança na rapaziada desta geração. Afinal, depois de ter atravessado (e sobrevivido) a fases pessimista-depressiva-suicida, hoje sou um otimista incorrigível.

 

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