Apresentamos 'Poemas haicaístas: arte de fazer e viver literatura ao estilo oriental'

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Marcos Pereira dos Santos, natural de Ponta Grossa, (PR), pós-doutorando em Educação Religiosa, área de concentração “Religião e Cultura” e linha de pesquisa “Cultura e Sistemas Simbólicos”, pelo Seminário Interdenominacional de Educação Teológica Kerigma Didache (SETEAD) – Brasília (DF),doutor em Teologia com ênfase em Educação Religiosa,mestre em Educação, especialista em diversas áreas da Educação. 

Bacharel em Teologia,licenciado em Pedagogia, Filosofia, Matemática e Letras – Habilitação Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas,escritor, trovador, poeta, cronista, ensaísta, articulista, antologista, haicaísta ao estilo oriental, pesquisador da área educacional e docente universitário. Membro fundador, titular, efetivo e correspondente imortal de várias academias de letras, ciências e artes em nível nacional e internacional. No campo artístico-literário é reconhecido pelo pseudônimo de “Quinho Caleidoscópio” ou “Quinho Calidoscópio”, tendo participado ativamente de diversos concursos e antologias literárias Brasil afora. Atualmente exerce a função de professor adjunto na Faculdade São Braz (FSB) em cursos superiores de graduação (bacharelado, licenciatura e de tecnologia) e pós-graduação lato sensu, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância online, em Curitiba (PR).

“...pois o escritor, ao grafar letras combinando sílabas, palavras e frases, torna-se imortalizado, eternizado na história por meio dos textos por ele produzidos.”

Boa leitura!

 

Escritor Marcos Pereira dos Santos, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais o atrai na arte de escrever?

Marcos Santos  - Trata-se realmente de uma arte, no sentido literal do termo, tanto no âmbito acadêmico-científico quanto no contexto artístico-literário. Escrever é uma dádiva divina, um dom que precisa ser colocado em ação/prática, bem como ser socializado e democratizado às pessoas por intermédio do ato de escrita acadêmica ou literária; utilizando-se corretamente os ditames e as regras constituintes da nova ortografia, da gramática normativa, do português formal (norma-padrão), da sintaxe, da semântica, do léxico, da pragmática, da linguística aplicada e do próprio ritmo da escrita; visando assim atingir aos leitores e às leitoras que possuem gostos, personalidades, hábitos de leitura e práticas de escrita e letramento bastante heterogêneos. Escrever também é uma “terapia”, ora complexa e árdua, ora divertida e prazerosa; a depender do público-alvo a que se destina, da tipologia de texto a ser escrito e do estilo/gênero literário escolhido pelo autor/escritor/escrevente. É um ato que demanda tempo, paciência, dedicação, compromisso, reflexão, análise crítica e, principalmente, muita leitura. Quem não lê, não escreve! Por intermédio da arte de escrever é possível criar, recriar, imaginar, construir, desconstruir, remontar e deixar o pensamento fluir ao seu bel prazer. Escrever é uma “aventura”, algo “mágico”, fantástico; pois o escritor, ao grafar letras combinando sílabas, palavras e frases, torna-se imortalizado, eternizado na história por meio dos textos por ele produzidos.

 

Sobre quais temas você escreve atualmente?

Marcos Santos - Atualmente, escrevo obras acadêmicas, literárias e ensaios/artigos científicos versando sobre diferentes temáticas diretamente correlacionadas à área educacional em geral no âmbito de seus vários sub-ramos, num viés teórico-prático de abordagem didático-pedagógica e metodológica; mais especificamente nos seguintes campos ou subáreas do conhecimento científico: Pedagogia, Educação Matemática, Estatística Escolar, Tecnologias Educacionais, Educação a Distância Online, Didática, Formação de Docentes, Metodologias e Práticas de Ensino, Educação Religiosa Escolar, Filosofia da Educação, Sociologia Educacional, Cultura Material Escolar, História e Historiografia da Educação Brasileira, Psicologia da Educação, Psicopedagogia Escolar, Neurociência Aplicada à Educação Escolar, Estágio Curricular Supervisionado, Gestão Pedagógica, Métodos e Técnicas de Pesquisa Científica e Linguística Escolar. Afora isto, também dedico atenção especial à área literária, escrevendo poemas, poesias, crônicas, contos, prosas, trovas, acrósticos poéticos, haicais ao estilo oriental, dentre outros trabalhos de estilos/gêneros literários diversificados.

 

Em que momento se sentiu preparado para publicar “Poemas haicaístas: arte de fazer e viver literatura ao estilo oriental”?

Marcos Santos - Esta é minha obra literária mais recente. Ela foi lançada emnovembro de 2017, em minha cidade natal. Sua gênese está diretamente atrelada ao fato de que, em 2012, comecei a ler com maior intensidade alguns poemas haicaístas e dedicar mais tempo ao estudo sobre literatura haicaísta ao estilo oriental, notadamente sob a influência do nobre amigo e respeitado poeta carioca Paulo Roberto de Oliveira Caruso (pseudônimo literário de “Paulo Caruso”). Daí, após um longo período de tempo (2012-2015) dedicado ao aprofundamento literário no que tange à poesia haicaísta, tive a iniciativa de começar a escrever alguns poemas haicaístas ao estilo oriental veiculados a diversos assuntos do cotidiano, tais como: família, profissões, brincadeiras infantis, vida pessoal, tragédias naturais, educação, escola, relações interpessoais, ecologia, política, religiosidade, dentre outros. Aos poucos, fui adquirindo cada vez mais gosto e interesse em escrever poemas haicaístas até que, no decorrer de 2016, redigi um total de 60 poemas haicaístas ao estilo oriental, os quais resultaram na obra literária supracitada que fora então publicada com grande maestria.

 

Apresente-nos a obra literária.

Marcos Santos - O livro intitulado “Poemas haicaístas: arte de fazer e viver literatura ao estilo oriental” possui um total de 82 páginas e foi publicado em novembro de 2017 pela Inter Art Gráfica e Editora Ltda – ME, localizada em Ponta Grossa, Paraná. O sumário da obra literária supra aludida é composto das seguintes partes estruturantes: prólogo, 60 poemas haicaístas ao estilo oriental (os quais fazem alusão a diferentes temáticas sociais), epílogo, referências (bibliográficas), algumas sugestões de leitura sobre literatura haicaísta em geral e biografia do autor. Especificamente na parte introdutória do corpus do livro em questão, além de trazer a lume informações relevantes sobre a origem do opúsculo literário e sua estrutura didático-metodológica, explico também, de forma bastante breve, aos(às) estimados(as) leitores(as) o que é literatura e poema haicaísta no intuito de melhor familiarizá-los(as) com o tema abordado e contextualizar o assunto em foco. Considero deveras significativo efetuar tal procedimento esclarecedor, uma vez que há, inclusive, leitores(as) leigos(as) ou que não apresentam conhecimento aprofundado sobre a temática tratada.

 

Apresente-nos um poema haicaísta publicado no livro de sua autoria.

Marcos Santos - Dentre os 60 poemas haicaístas ao estilo oriental que foram por mim redigidos, vou citar, à guisa de exemplificação, o vigésimo poema haicaísta intitulado “Ato de Escrever”; haja vista que até o momento presente muito comentei sobre leitura e escrita. O vigésimo poema haicaísta ao estilo oriental apresenta, pois, a seguinte composição literária:

ATO DE ESCREVER

Necessidade de momento. Amiúde intento.

Textos com contextos.

Expressão de pensamento que se transforma em escrita-documento.

  

Escritor Marcos Pereira dos Santos, você tem vários livros publicados. Conte-nos: qual o livro que demorou mais tempo para ser escrito e publicado?

Marcos Santos - Até o presente momento possuo um total de 7 obras acadêmico-científicas de minha autoria, sendo todas elas publicadas somente na versão impressa por diferentes editoras nacionais. São 6 os livros de autoria individual, a saber:Recursos didático-pedagógicos na educação matemática escolar: uma abordagem teórico-prática (Editora Ciência Moderna Ltda, 2011); Educação estatística na escola: teorias e práticas (Editora Livre Expressão, 2012); História da supervisão educacional no Brasil: reflexões sobre política, pedagogia e docência (Wak Editora, 2012); Dificuldades de aprendizagem na escola: um tratamento psicopedagógico (Wak Editora, 2012); O real e o ideal na escola do século XXI: temas básicos de educação escolar – um enfoque multirreferencial (Editora Longarina, 2015); e Poemas haicaístas: arte de fazer e viver literatura ao estilo oriental (Inter Art Gráfica e Editora Ltda – ME, 2017). Somente no que tange ao opúsculo científico intitulado Oito olhares sobre a escola: formação docente, processo ensino-aprendizagem, políticas e gestão da educação, publicado pelaInter Art Gráfica e Editora Ltda – ME (2015), é que sou o organizador e um dos autores dos oito artigos acadêmico-científicos que compõem a obra científica supracitada. De todos os livros de minha autoria, posso assegurar que a obra científica que demorou mais tempo para ser redigida e editada foi Recursos didático-pedagógicos na educação matemática escolar: uma abordagem teórico-prática (Editora Ciência Moderna Ltda, 2011), não somente porque fora o meu primeiro livro a ser publicado, mas também porque este é o resultado de uma versão parcialmente reformulada e ampliada de minha dissertação de Mestrado em Educação, apresentada e defendida perante banca examinadora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG),em dezembro de 2005.

 

Comente os principais objetivos a serem alcançados por meio de sua obra literária publicada recentemente.

Marcos Santos - Os objetivos que almejo alcançar com a publicação da obra literária intitulada Poemas haicaístas: arte de fazer e viver literatura ao estilo oriental, a qual foi editada em 2017, são os seguintes: divulgar a literatura haicaísta ao estilo oriental, a qual nem sempre é devidamente valorizada e reconhecida como estilo literário e expressão de arte literária; suscitar nos leitores e nas leitoras pelo mundo afora o gosto pela poesia literária haicaísta ao estilo oriental; ampliar o arcabouço teórico existente até então no que concerne à literatura haicaísta; e tornar pública a minha identidade pessoal e profissional de poeta e escritor brasileiro (cujos pseudônimos literários são “Quinho Caleidoscópio” ou “Quinho Calidoscópio”) no campo da Literatura em sentido amplo, tanto em nível nacional quanto no âmbito internacional.

Qual o livro que demorou menos tempo para ser escrito e publicado? Apresente-nos a obra.

Marcos Santos - Dos 7 livros de minha autoria que já foram publicados, posso dizer que Oito olhares sobre a escola: formação docente, processo ensino-aprendizagem, políticas e gestão da educação, editado em 2015, foi o que demandou menor tempo para ser redigido e publicado, tendo em vista que esta obra acadêmico-científica é o resultado qualitativo de uma compilação de oito artigos científicos, de autoria de professores-pesquisadores brasileiros em diversas áreas das Ciências da Educação (Didática, Formação de Professores, Biblioteconomia Escolar, Linguística Aplicada à Educação, Direito Educacional, Políticas Educacionais, Educação Profissional e Tecnológica, e Educação Infantil) cujas produções textuais foram minuciosamente revisadas por mim (que exercia no momento, de modo concomitante, as funções de autor e organizador da obra acadêmico-científica supracitada) no que tange ao uso adequado e correto das regras gramaticais da nova ortografia e ao enquadramento textual em algum dos três eixos de abordagem temática elencados (formação docente, processo ensino-aprendizagem e políticas e gestão da educação).

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Marcos Santos - Uma vez que a obra acadêmico-científica intitulada Poemas haicaístas: arte de fazer e viver literatura ao estilo oriental fora publicada por uma gráfica e editora particular e sob demanda de exemplares solicitados pelo autor, o livro em foco pode ser adquirido pelos(as) leitores(as) interessados(as) por intermédio de contato direto com o autor da obra (endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), pelo site da editora responsável pela editoração da obra supra aludida (www.impressoarte.com.br) ou ainda pelo e-mail do setor comercial da editora mencionada (gráEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

Quais os seus principais objetivos como escritor?

Marcos Santos - Estar a serviço de todas as pessoas por meio do dom de escrever; praticar de forma cada vez mais intensa o ato de escrever nos estilos acadêmico-científico e literário; socializar/compartilhar informações, conhecimentos e saberes científicos por meio das mídias impressa e eletrônica; divulgar pesquisas científicas de viés quali, quanti e qualiquantitativo que ora esteja desenvolvendo; incentivar e apoiar, por intermédio da escrita acadêmico-científica e/ou literária, ações práticas (eficazes e eficientes) que contribuam direta ou indiretamente para o bem social e cultural coletivo da humanidade, bem como denunciar e contestar veementemente qualquer tipo de prática ilícita que possa violar a lei, a ordem pública, a disciplina, a segurança, o respeito, a ética, a moral, a identidade e a integridade pessoal, os valores sociais e os direitos humanos assegurados pelo ordenamento jurídico em nível nacional e internacional; romper possíveis barreiras e fronteiras que impedem a democratização da cultura acadêmico-científica e literária em nível local, global e planetário; e ainda fazer-me conhecido no meio acadêmico e literário, pois existe um sábio provérbio popular que diz: “Quem não é visto, não é lembrado”. No meu caso específico, como docente universitário, literato (escritor, poeta e outras atividades congêneres) e pesquisador da área educacional, acredito que o mais prudente seria complementar e parafrasear de modo análogo este ditado popular de maneira a deixá-lo com a seguinte composição linguística: “Quem não é lido por meio da palavra escrita, não é lembrado; isto é, corre um sério risco de tornar-se insosso e enfadonho, estar fadado ao caos e cair no completo esquecimento”. Portanto, torna-se imprescindível que haja qualidade no sentir, no pensar, no fazer-agir, no falar, no estudar, no ler e no escrever; enfim.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Marcos Pereira dos Santos. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Marcos Santos - Ser escritor, no Brasil dos dias atuais, não é algo fácil; principalmente pelo fato de o mercado editorial estar cada vez mais competitivo. A indústria cultural, outrossim, também está cada vez mais exigente. Contudo, ser escritor é algo prazeroso, valoroso, primoroso. Diz respeito a uma experiência sem igual. Mas, é preciso gostar de ler muito e de escrever. Afinal de contas, a leitura é um fator primordial para a realização do ato de escrever. Leitura e escrita são processos distintos, porém interdependentes. Ler e escrever são dois verbos que se conjugam juntos! Leitura é bússola do escrever!A leitura abre-nos horizontes, quebra barreiras, ultrapassa fronteiras, rompe paradigmas arcaicos e leva o(a) leitor(a) ao conhecimento de mundo, à reflexão analítica, à crítica construtiva, ao despertar da imaginação criativa e a conhecer fatos e acontecimentos históricos de toda ordem e natureza. Por sua vez, a escrita, por meio da palavra grafada (símbolo gráfico), deixa registrados pensamentos, ideias, valores, concepções, ideologias, filosofias de vida, modos de ser e de sentir-fazer, identidades pessoais e socioculturais, personalidades, emoções e sentimentos, opiniões, arcabouços teóricos, experiências de vida e resultados de pesquisas científicas qualiquantitativas. E mais ainda: torna o escritor, o escrevente propriamente dito, alguém que ficará para sempre lembrado na história das civilizações e na memória de seus leitores e de suas leitoras (crianças, adolescentes, jovens e adultos). Lembre-se: a palavra lavra e não morre jamais, transformando, pois, o escritor em um ser “eterno”, “imortal” e “divinizado”. Palavra é vida. Palavra viva tem força, poder, direção, sentido e alvo certo. Ler e escrever é uma questão de hábito e de continuum exercício. Pensemos a respeito! Viva a literatura haicaísta ao estilo oriental!!!

 

 

Ademais, teria ainda algo a nos dizer em específico?

Marcos Santos - À guisa de palavras finais, gostaria ainda de ressaltar que gosto muito de minha profissão de professor, educador, pesquisador e literato(poeta e escritor). Sendo assim, como docente-pesquisador militante em prol da causa da Ciência, da Educação e da Cultura em nível mundial, corroboro com o célebre escritor e poeta pré-modernista brasileiro José Bento Monteiro Lobato (1882-1948) ao afirmar que “[...] um país é, outros sim, constituído de homens; mas também de livros”. Em suma: estou sempre à disposição do público leitor para esclarecimentos de possíveis dúvidas e demais informações que forem necessárias. Cordial abraço a todos os leitores, a todas as leitoras e aos meus colegas de profissão das áreas acadêmica e literária! Agradeço, em especial, a Deus e à Revista Literária de Lusofonia, por intermédio do Projeto Divulga Escritor, a oportunidade de divulgar meus trabalhos de pesquisa científica nas searas universitária e literária. Muito obrigado!!!

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