Jornalista comenta sobre Homo Perturbatus

Luiz Carlos Freitas, gaúcho de Pelotas (RS), é escritor e jornalista. Além de romancista, contista e cronista, é colunista político do centenário jornal Diário Popular. “Homo Perturbatus” é o sétimo livro publicado pelo autor. Especializado na vida e obra de Dostoiévski, se autodenomina operário das letras.

Leitor voraz, escreve desde sempre. As obras de Freitas contêm forte apelo popular e são repletas de personagens que vivem à margem da sociedade, com ênfase na redenção dos humilhados e ofendidos. Ele defende a premissa de que o escritor deve ser um agente de transformação, contribuindo para um mundo mais fraterno, solidário e justo.Luiz Carlos Freitas, gaúcho de Pelotas (RS), é escritor e jornalista. Além de romancista, contista e cronista, é colunista político do centenário jornal Diário Popular. “Homo Perturbatus” é o sétimo livro publicado pelo autor. Especializado na vida e obra de Dostoiévski, se autodenomina operário das letras. Leitor voraz, escreve desde sempre. As obras de Freitas contêm forte apelo popular e são repletas de personagens que vivem à margem da sociedade, com ênfase na redenção dos humilhados e ofendidos. Ele defende a premissa de que o escritor deve ser um agente de transformação, contribuindo para um mundo mais fraterno, solidário e justo.


“A capa do livro, portanto, é baseada na célebre obra do artista norueguês, mostrando uma figura humana “pondo para fora” as mazelas de todos por intermédio de um berro.”


Boa Leitura!


Escritor Luiz Carlos Freitas, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos em que momento pensou em escrever “Homo Perturbatus”?

Luiz Carlos - Grato pelo convite. Sinto-me honrado em participar de uma Revista que se dedica à literatura e a autores nesses tempos líquidos, de culto às aparências e valorização da mediocridade. “Homo Perturbatus” é resultado de ideia antiga, amadurecida aos poucos e tornada realidade num período em que eu me recuperava de grave enfermidade. O momento era propício para expor questionamentos íntimos e expulsar fantasmas ancestrais, fazendo uma espécie de acerto de contas comigo, além de trazer à luz temas comuns a todos, sobretudo no que se refere à sociedade contemporânea.


Como foi a escolha do título? O que significa “Homo Perturbatus”?

Luiz Carlos - Geralmente, quando começo a escrever um novo livro o título já está definido. Não foi o caso de “Homo Perturbatus”. O título veio a mim por acaso, depois de concluída a obra, quando eu o procurava ansiosamente. Ao ler um artigo do renomado biólogo francês Jean-François Bouvet, acerca da retroevolução humana, me deparei com a teoria de que o “Homo sapiens” está se transformando no “homo perturbatus”, sob o enfoque biológico. Na hora percebi ter encontrado o título do meu novo livro. Bouvet fala do “homo perturbatus” sob o ponto de vista científico, eu dou ênfase aos aspectos filosóficos e literários desta mudança por meio da ficção.


Quais os principais personagens da trama?

Luiz Carlos - São três as personagens principais: Trajano, milionário, culto, entediado e visionário; Abel, estudante de Direito; Rafael, mantido em cárcere privado por Trajano, do nascimento até os 18 anos; Gema, filha de pais dependentes químicos, adotada por casal formado por dois homens. Em torno deles é construída uma história que contrapõe os irmãos, alvo de experiência social, filosófica e antropológica inusitada, criada por Trajano. O livro, recheado de personagens secundárias cativantes, discute questões essenciais da atualidade, sobretudo o caos que assola a humanidade, apontando causas e consequências, utilizando personagens realistas e situações comuns no dia a dia das pessoas. É um grito de alerta para tentar despertar a sociedade, antes que seja tarde.


Apesar de se tratar de um romance, a imagem de capa não lembra romance, ou pelo menos o tipo de romance que estamos habituados a ler. Quais critérios foram utilizados para a seleção da imagem de capa?

Luiz Carlos - O gênero literário “romance” possui infinitas vertentes, e eu transito em áreas diferentes do tradicional, especialmente no romance de cunho social, de ideias, psicológico, de costumes e crítica social. “Homo Perturbatus” reúne a maioria dessas nuances e necessitava de uma capa que pudesse sintetizar a “alma” do livro, cuja essência é a impotência da civilização atual ante a derrocada da sociedade. Nada mais representativo do que a obra de arte “O Grito”, do pintor Munch, retratando a angústia e os medos do ser humano. A capa do livro, portanto, é baseada na célebre obra do artista norueguês, mostrando uma figura humana “pondo para fora” as mazelas de todos por intermédio de um berro.


Qual a mensagem que deseja transmitir ao leitor por meio do enredo que compõe o livro?

Luiz Carlos - Há mensagens explícitas e implícitas. Cabe ao leitor decifrá-las. Antecipando uma delas, eu diria que a mais importante se refere ao alerta de que a humanidade caminha a passos largos para o abismo. Estamos atravessando uma era de transição, cujo resultado é incerto, porém previsível: estamos perdendo referenciais atinentes aos valores éticos, morais e educacionais forjados durante milênios e nos transformando em seres perturbados, perdidos.


Apresente-nos 5 motivos para ler “Homo Perturbatus”.

Luiz Carlos - A originalidade; o estilo; o enredo; as personagens; os temas abordados. 


Você é fã da vida e obra do escritor russo Dostoiévski. De que forma “Homo Perturbatus” está relacionado ao estilo de escrita de Dostoiévski?

Luiz Carlos - Sou admirador do estilo do grande escritor russo. Logicamente, a influência de Dostoiévski está presente nas minhas obras, embora eu tenha encontrado “voz própria”. Mas ela se dá de forma inconsciente, porquanto há muito deixei de ser produto das minhas leituras e referenciais literários. Construí meu próprio caminho nas letras. Logo, “Homo Perturbatus” não se assemelha a nenhuma obra do autor russo. Embora, como romancista, persiga a tentativa de decifrar a alma humana, a capacidade de ser visionário e o desejo de construir histórias edificantes feito Dostoiévski.


Onde podemos comprar seu livro? 

Luiz Carlos - “Homo Perturbatus” pode ser adquirido por meio dos sites: www.selojovem.com.br  

www.livrariacultura.com.br

www.livrariamundial.com.br

 

Soube que temos livro novo no prelo. O que pode adiantar aos nossos leitores sobre sua nova obra literária?

Luiz Carlos - Em outubro, pela Editora Selo Jovem, publicarei o romance (crítica social e de costumes) “Amáveis Inimigos Íntimos”. A obra trata de conflitos pessoais, familiares e sociais, da busca da felicidade, de perdas e danos, da sofrida caminhada no rumo da paz interior e do resgate da identidade perdida em meio aos conflitos do cotidiano, da corrupção individual e coletiva.


Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Luiz Carlos Freitas. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Luiz Carlos - Agradecido pela oportunidade. Deixo minha mensagem de respeito e carinho, aliado ao testemunho de que a literatura salva e liberta. Ler bons livros é, antes de tudo, um ato em busca da liberdade plena, da condição do animal racional que deveria nos diferenciar dos irracionais. Conclamo os leitores a lerem cada vez mais, pois Educação e Cultura são essenciais à reconstrução do país enquanto nação livre, democrática, desenvolvida e com justiça social.

 

por Shirley M. Cavalcante (SMC)


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