Textos poéticos do poeta Miguel Rodrigues

Teu abraço

Eu vivia dentro do inferno,

Sucumbido em uma depressão.

Dias tristes, muito inverno.

Quando surgiu seu olhar de verão!

Estava escorrendo para o abismo

Preste a despencar no precipício.

Alienado de tudo, vítima de autismo.

Você chegou trazendo um início...

A ti eu dei mais que o meu amor.

Entreguei para ti minha vida inteira.

Enterrei a tristeza e a minha dor.

Você é a lenha da minha fogueira.

Por isso te amo e amarei até o fim.

Teus cabelos negros formam um laço.

Estarás sempre presente em mim,

Nada é mais gostoso que o teu abraço!

Olhos de estrelas

No meu céu há duas estrelas

Que cintilam intensamente.

Emocionado fico ao vê-las.

Estão sempre em minha mente.

Como posso viver sem esse olhar

Que ilumina o meu caminho?

Essas estrelas que me fazem encantar,

Que olho com muito carinho.

São os olhos do meu lindo amor.

Elas vivem em meu coração.

Quando iluminam, sinto calor,

Seu brilho elimina a solidão!

Outra constelação no espaço reluz,

Mas nenhuma me emociona tanto.

Meus olhos precisam dessa luz.

É nesse olhar que eu me encanto...

 

Iemanjá

Vejo teus cabelos negros na noite mais escura.

Encanto-me no dia do teu sorriso.

Encontro a paz na chuva do teu lindo olhar

A tua pele morena é fresca, é maravilhosa.

Nesses segredos eu reflito e me perco.

Nada é mais interessante que as tuas curvas.

A tua inteligência também me fascina.

Uma mulher além das outras mulheres.

Cheia de mistério como o cosmo infinito.

Chegas trazendo a manhã mais brilhante.

Teu ser de luz pinta as cores das flores.

Um anjo diferente, que causa harmonia.

Meu coração fica em festa diante de ti.

A minha alma voa pelos campos.

Nenhuma outra consegue superar.

A minha vida está nas tuas ondas.

Iemanjá, saindo das águas, tão radiante,

Colares de conchas enfeitando seu pescoço.

Diamantes enfeitando seus cabelos reluzentes.

Um perfume que invade o ar noturno.

 

Lenha

O céu está cheio de estrelas,

Mas nenhuma igual ao Sol.

Eu até que gosto de vê-las,

No entanto me sinto tão só.

Nos jardins há tantas rosas.

Os campos estão floridos.

A atmosfera está cheirosa.

Os pássaros em alaridos.

Por mais que fuja e negue.

Fechar os olhos, a mente.

Ainda que o chão não regue,

Não morre essa semente.

Quanta besteira derrubar a árvore,

Achando que me livraria desse olhar.

Por mais que o tempo devore,

Um milhão de semente desabrochará,

Pois quando a planta foi destruída,

Era o tempo da florada, primavera.

Logo as sementes no chão caídas

Formaram no peito essa biosfera!

E o coração que ficaria deserto,

Transformou-se numa floresta.

Não adianta lutar em campo aberto.

Ao vencido, o que mais lhe resta?

 

 

Vídeo em Destaque

linkedin

Em destaque

logo com o ISSN

Recanto da Lusofonia logomarca

Editoras - Portugal

Editoras - Brasil

 

 

 

 Renova Livro carto

 

 

Portal Literário - Um Mundo literário ao seu alcance

 

Autor parceiro
Tito Mellão Laraya

 Imagem Tito Laraya