Literatura na vida e na escola - para que te quero?

 

Marcos Pereira dos Santos (*)

Leitura ... Livros ... Literatura ...

Atualmente existem no mercado editorial, em âmbito nacional e internacional, milhares e milhares de livros relacionados às mais diferentes áreas do conhecimento, os quais estão disponibilizados ao público-leitor tanto na versão tradicional impressa (livros físicos, em formato brochura ou espiral) quanto na modalidade eletrônica (livros digitais, os e-books).

Trata-se, pois, de inúmeras obras científicas e literárias destinadas à leitura e/ou utilização didático-pedagógica em contextos escolares e acadêmicos. E também para leitura em espaços não escolares, isto é, em ambientes que não sejam, necessariamente, os das salas de aula.

Há, contudo, diversos tipos de livros (didáticos, técnicos, científicos, de formação geral, auto-ajuda, literatura info-juvenil, de desenhar e colorir, dentre outros) que são, por sua vez, direta ou indiretamente endereçados a um contingente específico de pessoas (crianças, literatos, jovens, adolescentes, professores, estudantes, profissionais liberais, empresários, pedagogos, etc.), as quais possuem personalidades, estilos, anseios, concepções, preferências, perspectivas e interesses notadamente distintos.

Isto demonstra, outrossim, que a indústria cultural está em processo de expansão e crescente desenvolvimento científico-tecnológico, procurando atender às demandas e reais necessidades da sociedade contemporânea, tendo como parâmetros norteadores basilares ou “termômetros sinalizadores” a situação socioeconômica e cultural dos leitores e a denominada “lei da oferta e da procura”. Tal fato desvela uma verdadeira “revolução cultural e tecnológica” nos atuais tempos da chamada “sociedade da informação e do conhecimento”, uma vez que, até algumas décadas atrás, existiam no mercado editorial em geral apenas livros físicos impressos e também “livros sem leitores e leitores sem livros”.

No que tange à área de Literatura, de modo deveras particular, pode-se dizer que a edição, co-edição e reedição de obras literárias têm apresentado destaque exponencial no contexto editorial, mercadológico e cultural do século XXI.

Sendo a Literatura a arte de compor escritos literários (em prosa ou verso) sobre diferentes assuntos ou ainda o conjunto (cabedal ou arcabouço teórico) das obras literárias de um país, região ou agregado social, elaboradas em épocas históricas distintas e com linguagem e finalidades bastante específicas, é possível afirmar que esta importante área do saber científico tem cada vez mais demarcado seu espaço na sociedade e no mercado editorial-cultural; bem como conquistado inúmeros adeptos e simpatizantes oriundos de diferentes etnias, espaços geográficos, lugares, regiões e classes sociais.

Não havendo, ao menos em parte, barreiras e nem fronteiras para o avanço da Literatura nos dias atuais, observa-se que esta tem apresentado diferentes desdobramentos em termos de estilos/gêneros literários (narrativo – ficcional (romance, conto, crônica, novela) e épico (epopeia); dramático (tragédia, comédia, tragicomédia, drama, auto); lírico (poema em versos, poesia e prosa poética); literatura de cordel; literatura marginal; literatura infantil; literatura infanto-juvenil; dentre outros) e atraído os olhares e a atenção de crianças, jovens, adolescentes, idosos, pais, professores, educadores, artistas, literatos e estudantes de diferentes níveis e modalidades de ensino.

Temos, portanto, não apenas literatura (no sentido estrito da palavra); mas, literaturas, ou ainda, “literatura no plural”. Hoje, adquirir e ler livros de literatura não é mais sinônimo de “objeto de luxo”, tal qual como era assim entendido em épocas históricas anteriores à invenção da imprensa, por Johannes Gutemberg (1398-1468), no século XV, e até meados do século XVIII, com o advento do Iluminismo (também chamado por alguns historiadores e sociólogos de Época das Luzes, Esclarecimento ou período da Ilustração).

Ademais, ler livros de literatura, seja de forma espontânea (como ocorre na vida cotidiana em geral) ou obrigatória (conforme se evidencia em algumas instituições escolares e acadêmicas) requer determinados critérios bastante pontuais e imprescindíveis ao público-leitor, tais como: hábito de leitura; seleção de estilo ou gênero literário; tipo de personalidade; finalidade(s) da leitura; preferência(s) por autor(es)/escritor(es); compreensão, análise e interpretação sobre o que se está lendo; e, por fim, aplicabilidade prática acerca da leitura ora realizada, seja na “escola da vida” e/ou na “vida na escola”.

Em suma: a leitura (efetuada de modo silencioso ou em voz alta) deve apresentar objetivo(s) pré-definido(s), conteúdo, forma, cadência rítmica (observando-se atentamente os sinais de pontuação enunciativa empregados), consistência/solidez, sonoridade, fluidez, direção, sentido e significado para cada leitor(a). Caso contrário, a leitura executada ao seu “bel prazer” tornar-se-á insossa e sem razão de ser; tendo apenas finalidade em si mesma. E nada mais.

Daí a necessidade de a leitura de diferentes livros de literatura ser efetuada com propósitos claros, eficazes e eficientes; de modo a situar o texto escrito a partir de um cotexto e num contexto histórico-social e interdisciplinar abrangente e significativo. É fundamental, pois, que o leitor possa “dialogar” com o texto escrito, “ouvindo” atentamente a “voz” do autor-escritor e do narrador; vozes essas que se fazem presentes no corpus textual como um todo e também nas entrelinhas do texto literário, inclusive.

Leitura e literatura não são somente passatempo; mas também informação, conhecimento e saber social e historicamente compilados em palavras, frases, parágrafos e textos. Por isso, é importante ler (e ler muito!) para escrever bem. Ler e escrever são, em linhas gerais, dois verbos que se conjugam juntos. Mais do que ler palavras, é preciso que possamos efetuar uma atenta e criteriosa leitura de mundo. 

Então, vamos navegar pelos oceanos da leitura e da literatura?

O convite já foi feito!

Agora, só depende de você.  

 

(*) Marcos Pereira dos Santos – Pós-doutor em Educação Religiosa, área de concentração “Religião e Cultura”, linha de pesquisa “Cultura e Sistemas Simbólicos”, pelo Seminário Interdenominacional de Educação Teológica Kerigma Didache (SETEAD) - Brasília/DF. Escritor, trovador, poeta, cronista, ensaísta, articulista, antologista, haicaísta ao estilo oriental, pesquisador da área educacional e docente universitário. Membro fundador, titular, efetivo e correspondente imortal de várias Academias de Ciências, Letras e Artes em nível nacional e internacional. No campo literário é (re)conhecido pelo pseudônimo de “Quinho Caleidoscópio” ou “Quinho Calidoscópio”, tendo participado ativamente de diversos concursos e antologias literárias Brasil afora. Atualmente é professor adjunto do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (CESCAGE) em cursos de graduação e pós-graduação lato sensu (presencial, semipresencial e a distância on-line), em Ponta Grossa - Estado do Paraná. Endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

      

                  

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