Ilha de São Miguel em Acores apresentada por Estevão de Sousa

Já muito se tem escrito sobre a beleza dos Açores. Mas, como nunca será demais exaltar e dar a conhecer este paraíso;   aqui vai:
A 793 milhas náuticas de Lisboa e a 2.293 do continente Americano, no meio do Atlântico, encontra-se o arquipélago dos Açores composto por nove ilhas - descobertas e povoadas pelos portugueses no séc. XV - das quais, vamos destacar a ilha de São Miguel, não só por ser a maior, mas sobretudo pela magnificência das suas paisagens.
Os portugueses quando chegaram às ilhas pela primeira vez, encontraram uma grande diversidade de aves, entre elas, o açor - ave de rapina que, dada a sua abundância, adotaram como símbolo, ainda hoje existente na bandeira do arquipélago, o qual deu também origem ao nome da região autónoma.
A ilha de S. Miguel, uma maravilha, que aconselhamos vivamente a visitar a quem goste de: magníficas paisagens, boas caminhadas, ótima alimentação, e sobre tudo, de pessoas simpáticas e acolhedoras, apanágio dos Açorianos.
A cidade de Ponta Delgada, com cerca de 138.000 habitantes, capital da região autónoma, onde se encontra instalado o governo, é uma cidade em que vale a pena o turista gastar bom tempo visitando algumas igrejas e palácios dos séc. XVI e XIX.
Encontra-se Ponta Delgada bem dotada de hotéis, hostels, bares, restaurantes, cafés e locais de diversão, existindo aí ainda, um dos três aeroportos internacionais, do arquipélago.
Se o visitante desejar percorrer, com autonomia, os variadíssimos locais de interesse da ilha, encontrará na cidade alguns rent a car em que, desde 15,00 euros diários, disporá de uma viatura sem condutor ou, em alternativa, poderá inscrever-se numa das muitas excursões guiadas, que tem ao seu dispor.
Que espera pois para pegar na viatura e começar, percorrendo as maravilhosas estradas da ilha, a descobrir as suas belezas? Ah! Não se admire se, pelo caminho, tiver de parar para deixar passar uma manada de vacas! É que elas abundam por aqui, sendo as responsáveis pelo leite e queijos internacionalmente apreciados.                   
  Iniciamos o nosso passeio: são sete da manhã; contrariamente ao que frequentemente acontece, está um sol esplêndido; no entanto, não se surpreenda se, lá mais para a frente, encontrar neblina. É até habitual dizer-se que, nos Açores, se passa pelas quatro estações do ano, num só dia, muito embora as variações térmicas não sejam muito consideráveis     
Vamos rumar à Lagoa das Sete Cidades, por uma estrada ótima. A paisagem que se vai desenrolando à nossa frente é absolutamente de encher o olho. A policromia dos tons verde, mesclados com outros, são dignos não só do pincel de um artista, como do obturador de uma boa máquina fotográfica. E, é exatamente isso que fazemos. A “cada passo” paramos para mais uma foto. É impossível não o fazer! Tal é a necessidade que sentimos de perpetuar o que os nossos pasmados olhos veem: aqui, é uma verdejante plantação de chá; ali, é um campo de pastagem bem verdinho; acolá, uma linda lagoa existente na extinta cratera de um vulcão, (que, como a ilha é de origem vulcânica, se encontram a miude); mais à frente um trigal, já a entrar no tom doirado; ali ao lado, uma soberba cascata; além, no horizonte, o mar, com o seu azul infindo!                                                                                                    
Umas tantas horas depois, com um cartão  de memória cheio de imagens, chegámos à lagoa.
 Que espetáculo! Metade da lagoa com a água em tom verde e a outra metade de cor azul!!!
Após o êxtase com mais esta maravilha e, como se aproximava a hora do almoço, seguimos para a Lagoa das Furnas onde, no vale, junto às “fumarolas”, se cozem belíssimas refeições em panelas enterradas no solo que, por efeito de um vulcão semi-adormecido, atinge temperaturas de 100 graus centígrados.
Deslumbrados com tanta beleza e bem almoçados regressamos à capital para no dia seguinte ir ver as baleias em espetaculares bailados, cientes de que, quando a National Geografic considerou os Açores o segundo maior destino turístico do mundo, estava bem certa do que afirmava.
Resta-nos agradecer à mãe natureza a prodigalidade com que nos presenteou nesta pérola oceânica e... convidá-lo a visitá-la.
Ah! E já agora: - Se gosta de comer bem, não se preocupe! Os Açores têm uma belíssima e variada cozinha!!!
BOAS FÉRIAS!!! Fui!...
 
 

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