Sou-me por Rita Ramos

Sou-me

 A percepção de ser aparece no início da primavera.

A audácia mostra que o viver brota, cresce e floresce,

Mas o evento da ausência,  contígua e desgarrada,

É um quase-paradoxo,  nessa caudalosa estrada.

 

Ser protagonista, na ousada forma de entrever-se

no tempo e na poesia,  percebo a solidão...e já não sou!

Acontece o fingimento, filosofo vagarosamente...

E o verão da alma abafada, fenece dentro do peito!

 

Na busca, desmascara-se um outono insuportável.

A névoa dos olhos vira rebelião, transgressão e ilusão...

Enlouquecida, percebo a audácia transposta pelo véu

De uma existência não cumprida,  numa insólita revelação.

 

A enigmática forma do mostrar, me faz irreverente.

O inverno da ausência faz morrer a desmedida inocência,

Arrebanhada pelo existir permanente e  a ameaçador...

A emoção faz garimpagem e põe de lado a incoerência.

 

E assim, no carrossel do entusiasmo, busco o não-sou!

A revelação do olhar constrange e desafia o coração...

Afinal, descubro quem eu sou todo dia!

Nessa existência antagônica, penso que beiro a poesia.

 

                                               Rita Ramos

 

 

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