A última Palavra apresentada pelo palestrante Petronio Borges

A humanidade ao longo de sua história tem se deparado com grandes conflitos e período de paz, tudo isso pode ter ocorrido devido a palavras proferidas durante nossa existência. Nossas relações humanas sempre estiveram ligadas ao que dizemos um para o outro, e quase sempre a última palavra tem um poder estimulador ou devastador nas vidas de pessoas que as ouvem.

É muito importante pensarmos bem o que vamos falar, talvez nossas palavras proferidas a alguém possam ser a última dita. Pois não temos a certeza de que vamos ver ela outras vez. Imaginem como seria doloroso ou até culposo saber que uma pessoa a quem nós amamos, e tivéssemos falado algo que não deveríamos, não a encontrássemos mais no mesmo local ou até mesmo nesta vida.

Aprender a falar palavras que elevem as pessoas, nem sempre é uma tarefa para alguns muito fácil. Principalmente no mundo em que vivemos, cheios de tribulações e pressões devido ao excesso de trabalho. Alguns também, não aprenderam a usar palavras inspiradoras ou de conforto, outros por outro lado, tiveram uma educação familiar que as ajudaram a usarem termos adequado para cada momento.

Saber lidar com os vocábulos tanto quanto os ouvir, também é uma questão de maturidade, pois cada termo ouvido pode ser interpretado de uma forma diferente. Há uma velha história Samurai que nos ajuda a exemplificar muito bem essa situação:

1Um jovem guerreiro desafiou um velho samurai. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: “Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós? ” “Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? ”, perguntou o samurai. “A quem tentou entregá-lo”, respondeu um dos discípulos. “O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos”, disse o mestre. “Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo”.

A maturidade pode não estar ao alcance de todos, e por isso há a necessidade de verificarmos que palavras queremos proferir. 2Segundo o escritor Sean Wilhelm: Antes de jogar palavras ao vento, lembre-se que o vento pode soprar em você. E ao lermos está frase, “fale menos. Palavras, o vento leva; a mágoa, no entanto, fica”.

Temos o dever de ponderar antes de falar, assim preservaremos nossa paz e harmonia com os nossos semelhantes.

 

1 http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2011/08/28/o-presente-de-insultos-2/

2 https://www.pensador.com/palavras_ao_vento/

 

 

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Tito Mellão Laraya

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