S.O.S - Salvem os Beija-flores

Carlinhos, de onze anos, é amiguinho de Rafael, com dez. Eles, ao entardecer, brincam de pesquisadores.
Quando estão com dúvidas sobre qualquer assunto, seja na escola ou no condomínio onde residem, seguem para o “laboratório de pesquisas” — o quarto de Carlinhos —, ligam o computador, acessam a internet e procuram respostas.

Diariamente, após o término das aulas, eles se encontram na entrada do prédio e, enquanto caminham em direção ao hall dos elevadores trocam informações e atualizam dúvidas.
Hoje, por volta das 11horas, no instante que se aproximam da portaria central, o zelador, senhor João, com os olhos umedecidos, chama a dupla e explica que encontrou um beija-flor com uma ferida no bico, no chão, fraco e doente.
Ambos entreolham-se assustados, segundos depois, agradecem pela informação e combinam uma reunião de emergência às 16 horas no “laboratório”.
Após o almoço, Carlinhos não perde tempo e inicia sua pesquisa em busca de informações para entender o motivo do pássaro doente.
Depois de várias leituras e anotações em seu caderninho, ele aguarda a chegada do amigo.
No horário previsto, Rafael chega. Ele expõe que já catalogou informações essenciais, porém, sugere anotar os apartamentos que disponibilizam bebedouros para beija-flores. Rafael, sem entender, questiona o motivo e, seu amigo, replica:
— Muitas pessoas não sabem, entretanto, colocar água com açúcar no bebedouro é prejudicial para eles. É um crime ambiental.
— Por quê? — Rafael, com espanto, questiona.
— Esta combinação cria um fungo no bico, e com o decorrer do tempo, aparece uma ferida, e eles não se alimentam e morrem — Carlinhos afirma.
— E como evitar? — argumenta Rafael.
— O ideal são flores específicas, afinal, além de sugarem o néctar, também se alimentam de pequenos insetos ali existentes. No caso de bebedouros, o correto é utilizar água filtrada com néctar em pó que é vendido em lojas especializadas e sempre mantendo a higiene — Carlinhos explica.
— Caracas, então as pessoas utilizam água da torneira e misturam com açúcar? — Rafael questiona.
— Isso mesmo.
— E por que isso não é divulgado através dos canais de televisão ou na escola? — Rafael argumenta.
— É complicado. Fazem tantas campanhas idiotas, falam mais de violência do que qualquer outra coisa e fatos como esse são esquecidos — Carlinhos fala.
— E qual a sua ideia, Carlinhos?
— De início, faremos um texto com esta explicação, a seguir, cópias, e colocaremos na caixa de correio dos apartamentos. Depois, avisaremos ao síndico para que ele comunique aos moradores que possuem estes bebedouros nas varandas e janelas — Carlinhos explica o plano.
— Boa ideia, cara! E assim, um vai passando a informação para os outros.
— Rafael, o que você acha de realizarmos uma campanha no FACEBOOK?
— Até já sei o título.
— Diga.
— S.O.S – SALVEM OS BEIJA-FLORES!

 

Autor: Roberto Mello
• Este conto integra a Antologia Infanto-Juvenil “Minhas Histórias Preferidas 2” organizada pela Escritora Izabelle Valladares – GRUPO LITERARTE – ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE ESCRITORES E ARTISTAS.

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