Da Poesia, do Poeta e das Palavras - por Fátima Veloso

Um poema são palavras escritas em solidão, num lugar e num tempo. A poesia é, por isso, uma forma de se distanciar do mundo para pensar e escrever, no momento em que a alma do poeta se perde no labirinto dos sentidos e emoções. Ela abrange assim um conteúdo existencialista e filosófico, indissociável da beleza, da forma e da arte.

Paul Celan (poeta romeno) afirma que: “A Poesia pode significar uma mudança na respiração”, assim, consoante a respiração do momento, o poeta exprime os seus estados de alma.

A Poesia é, então, a expressão sublime de um momento. É transformar a dor e transcender. É um inventário de fragmentos, um engarrafamento de sentidos. Recorrendo a uma imensa constelação de metáforas, todo o poema é auto figurativo, e, por isso, auto ilustra-se. Assim, a palavra poética é criadora e recriadora do mundo porque fala e pinta a realidade conforme o poeta a vê e sente. A Poesia tem a capacidade de seduzir e de trazer consigo o belo. O Poeta, na expressão do seu sentir, molda as palavras, polvilha-as de mistérios, lapida-lhes o óbvio, dá-lhes luminosidade, sublinha-lhes perplexidades, ousadias e assombros. Cada verso seu é uma melodia que embala os seus múltiplos sentires. Por fim, todo o poema não se explica. Um poema tem a capacidade de gerar diferentes leituras, sem nunca se consumir de todo.

Em poesia, faz-se música com a própria dor, em pinceladas fortes ou brandas tendo sempre o “sentir” como pano de fundo. A poesia é contaminada pelas artes e pelo mundo.

 

por Fátima Veloso

 

 

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Tito Mellão Laraya

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