Jovem poeta e artista, Ítalo Anderson se prepara para assumir a presidencia da Academia de Letras e Artes de Fortaleza

Ítalo Anderson é artista, autor de poesia e gestor cultural. Natural de Fortaleza, Ceará (1993), vive em São Paulo desde os 19 anos. 
Seu primeiro livro, “Gaveta Aberta”, foi publicado no ano de 2014 através do selo carioca Futurarte de poesia contemporânea. Em 2015, teve sua primeira exposição individual, “Primeiros enquadramentos”, de fotografias, sediada na S.I. Guilherme Cossoul, em Lisboa.  Em 2016, lançou o livro Pelo Ralo, durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Frequentou formações como o Laboratório de Linguagens Visuais, na Escola Pública de Artes Visuais da Vila das Artes e Oficina de Dramaturgia na Universidade Federal do Ceará. Possui também formação em Gestão Cultural no curso de Administração Pública da Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Ítalo ganhou prêmios por seu trabalho artístico e poético, entre eles se destacam Prêmio Fernando Pessoa de Honra ao Mérito (Fundação Cultural de Curitiba | Literarte, 2016) e prêmio de destaque pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre/Literarte (2014).
Em 2017, passou a ser membro da “The International Association of Art, IAA / AIAP, L’Association Internationale des Arts Plastiques-UNESCO” e do Sindicato Nacional de Artistas Plásticos, além de ter recebido o título de acadêmico do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa, em janeiro do mesmo ano.
 
“Não imaginei receber, em 2017, um convite tão célebre. Tenho muito carinho por Fortaleza, pois em cada pedaço da cidade vivi um pouco de minha história. Quando soube que Angela Feingold, atual presidente da ALAF, e Izabelle Valladares, presidente da Literarte, consideraram meu nome para a posição, fiquei estupefato. Será uma grande responsabilidade assumir a posição pela qual passaram nomes estimados.” 
 
Quais desafios você acredita que irá enfrentar ao tomar posse?
Acredito que os desafios à frente de uma Academia de Letras e Artes são de maior escala, porém não de uma natureza muito distante daqueles que enfrentamos como autores e artistas. O maior deles é de formação do hábito. Precisamos de mais leitores, de mais frequentadores de museus, galerias e espaços culturais.
Aumenta-se a escala, porém aumenta também o impacto das ações. Não serão desafios fáceis, mas não tenho dúvidas de que contarei com os ilustres acadêmicos honorários e correspondentes da ALAF, que sempre me receberam muito bem. 
 
Quando começou sua trajetória de trabalho com Cultura? 
Aos 18 anos, tive a oportunidade de cumprir um estágio de iniciação acadêmica no Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno, da Universidade Federal do Ceará, sob a direção do Prof. Dr. Hector Briones. Um grande gestor cultural e um célebre disseminador de conhecimentos, me ensinou muito sobre Políticas Culturais e me deu liberdade para elaborar e desenvolver projetos sob a sua supervisão. No T.U., como é carinhosamente chamado por todos que o frequentam, aprendi a ter paixão por trabalhar com Cultura por vivenciar o quanto isso é importante para a sociedade.
Em seguida, pouco antes de minha mudança para São Paulo, atuei como estagiário no Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza, onde recebi uma sólida formação em Arte-educação com Cristina de Pádula (EAV Parque Lage) e, sob a coordenação da Profa. Adriane Hortêncio, pude atuar no educativo, o que para mim foi como um mergulho na rica coleção da Fundação Edson Queiroz. Pude observar um pouco do processo de curadoria do Paulo Herkenhoff, que também é uma referência para mim.
 
E hoje, o que toma seu tempo em São Paulo?
Presto serviços formalmente na área da Cultura e tenho projetos paralelos – nos quais trabalho no meu próprio ritmo. Estão concentrados em meu ateliê de criação, Tactus, que existe desde o ano de 2015.
 
Qual livro você está lendo no momento?
Estou lendo o primeiro romance de Dany Laferrière, indicação de um amigo quebequense.
 
O que mais o encoraja a assumir a posição de Presidente da ALAF?
Será uma alegria dividir meu trabalho entre Fortaleza e São Paulo. Quero levar para a capital cearense o que a capital paulistana tem de melhor a oferecer, e continuar a trazer aquilo que Fortaleza tem de especial – pois não é possível trazer em uma só viagem! Quero ser um elo entre as duas cidades, fomentando o maior número de iniciativas culturais que minha energia permitir. É isso que me encoraja.
 
Fonte: Assessoria do autor
Crétidos de imagem: Verônica Bertoni
 
 
 
 
 

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